Ser um sonho muito triste?
Que luta para sobreviver...
Há-de viver d’esperanças por viver...
Co’o sonhos que teima que existe?
Um ledo amor, que teve, mas partiste...
Um ledo riso, se teima em reviver...
Porque de lembranças d’olhos fez chover?
Porque de pena o peito insiste?
Se de toda confiança o sonho viste?
O que na dor viste eu?
Será que de repente, e triste...
Aceitaria ainda tudo que sofreu?
Contentar-me-ei de todo sofrimento?
Cá na terra, esquecer-te-ei neste momento...
Luverlandio Silva
25/02/2011
09/06/2010
Insistências
Se te escrevo, o verso triste escrito
Sob este moribundo coração doente
É que de magoas, fito, contente...
O triste pensamento que omito,
Sobre o leito sofrido, permanente.
Que tente esconder, verso triste
O meu coração demente... Tente!
Fez-se proscrito, ausente, despiste!
Meu amor somente que partiste!
Oh verso triste, sente eternamente?
Que foste sempre, sempre foste...
Ama-a sempre por si amando
De tão ausente – pensamento insiste?
Tê-la sempre no peito resvalando?
E lembrando-a no verso sempre triste...
Escrevo-te, te leio, releio-te escrito...
Mil vezes lidos meus versos lidos
De não crer-te o mal que bem dito,
Leio, omito, escrevo, insisto!
Sofrem-se assim versos perdidos.
Luverlandio A. da Silva
Sob este moribundo coração doente
É que de magoas, fito, contente...
O triste pensamento que omito,
Sobre o leito sofrido, permanente.
Que tente esconder, verso triste
O meu coração demente... Tente!
Fez-se proscrito, ausente, despiste!
Meu amor somente que partiste!
Oh verso triste, sente eternamente?
Que foste sempre, sempre foste...
Ama-a sempre por si amando
De tão ausente – pensamento insiste?
Tê-la sempre no peito resvalando?
E lembrando-a no verso sempre triste...
Escrevo-te, te leio, releio-te escrito...
Mil vezes lidos meus versos lidos
De não crer-te o mal que bem dito,
Leio, omito, escrevo, insisto!
Sofrem-se assim versos perdidos.
Luverlandio A. da Silva
08/05/2010
Abandono
Quando afastes por um momento
Que outrora do meu peito bendiga
Leva como vens e deixa no tormento
Sendo atroz a minha sina a intriga.
E se longe levaras seu sorriso,
Levas também verão e todo motivo
E me tire da vista tudo, o bom siso
Apaga a chama que me faz tão vivo.
Mas se volta, e não me encontrares?
Levou consigo o brilho em seus olhos
Um brilho do dia que já me dares.
Em meus olhos nascem os orvalhos
E nele correm naufragado o sonho
Como provém do peito o que componho.
Luverlandio A. Silva
Que outrora do meu peito bendiga
Leva como vens e deixa no tormento
Sendo atroz a minha sina a intriga.
E se longe levaras seu sorriso,
Levas também verão e todo motivo
E me tire da vista tudo, o bom siso
Apaga a chama que me faz tão vivo.
Mas se volta, e não me encontrares?
Levou consigo o brilho em seus olhos
Um brilho do dia que já me dares.
Em meus olhos nascem os orvalhos
E nele correm naufragado o sonho
Como provém do peito o que componho.
Luverlandio A. Silva
15/03/2010
Do maior encanto
Queria no meu atento te contrapor
De coisa linda da vida alinhada
E das mais findas, conforme for...
Escolher a mais bela acumulada
Das estrelas tiro-a luz obstinada
Que teima o enfeito do alvor
Que vara a fria madrugada
E desatina a te lembrar oh flor!
E das flores foste derivada
E de ti – santas inspiradas
Ser alusão do céu purificada!
Os cantos a te lembrar – risadas –
Prefiro a morte de ti apartada
E a tomo por fim de mil espadas.
Luverlandio A. da Silva
De coisa linda da vida alinhada
E das mais findas, conforme for...
Escolher a mais bela acumulada
Das estrelas tiro-a luz obstinada
Que teima o enfeito do alvor
Que vara a fria madrugada
E desatina a te lembrar oh flor!
E das flores foste derivada
E de ti – santas inspiradas
Ser alusão do céu purificada!
Os cantos a te lembrar – risadas –
Prefiro a morte de ti apartada
E a tomo por fim de mil espadas.
Luverlandio A. da Silva
21/02/2010
Exposito
Queria-te faze em poema belo
Belo por si, que nele caberia
E teria só – Fê-lo mais singelo
Todo em encanto e demasia.
Pequeno poeminha para uma menina realmente linda!!!
Belo por si, que nele caberia
E teria só – Fê-lo mais singelo
Todo em encanto e demasia.
Pequeno poeminha para uma menina realmente linda!!!
14/02/2010
Soneto Infinito
Faço a cada dia uma nova oração
Tanto a faço a luz da noite ou da vela
O negro envolve menos coração
É ter o vão de sempre não vê-la.
Deus – somente escute a emoção
Do coração palpitante por ela
Sem distinguir a causa ou se não
Entendes – eu – que mais clamo e apela.
Se dela – ou se angustia eternizada
D’amores, eterno e acabado
Dor maior fora deste formato
Definida – poesia apaixonada!
Escrita a sangue, dest’isolado
Escrita a pena, choro, Fortunato.
Luverlandio A. da Silva 14/02/2010
Tanto a faço a luz da noite ou da vela
O negro envolve menos coração
É ter o vão de sempre não vê-la.
Deus – somente escute a emoção
Do coração palpitante por ela
Sem distinguir a causa ou se não
Entendes – eu – que mais clamo e apela.
Se dela – ou se angustia eternizada
D’amores, eterno e acabado
Dor maior fora deste formato
Definida – poesia apaixonada!
Escrita a sangue, dest’isolado
Escrita a pena, choro, Fortunato.
Luverlandio A. da Silva 14/02/2010
29/12/2009
As Duas de uma
Existe. Sobe um corpo de menina
Duas existências dela unificada
Uma – viva do tempo da brilhantina -
Outra – é constante e atualizada –
Sagrada a espécie da existência finda
E por ser linda, o tempo tomou...
Uma de repentina parou...
A da brilhantina mudou e foi vinda...
Vinda... Mudou, inda... O tempo tocou
Esta da antiga e beleza de menina
Que lia Shakespeare e chorou
Esta alva, doce e pura alma feminina.
Mudou-se e virou moderna, Shakespeare não!
Apenas face tocava-se de brilhantina,
Ficava mais linda, mas fora o coração
Fica-te de menina a inquilina...
Agora é bela, mais é douta e bondosa
Pois em um ser a mulher e a menina
Vive. Agora em união calorosa!
Existe. A donzela e a mulher formosa.
Luverlandio Avelino da Silva
Duas existências dela unificada
Uma – viva do tempo da brilhantina -
Outra – é constante e atualizada –
Sagrada a espécie da existência finda
E por ser linda, o tempo tomou...
Uma de repentina parou...
A da brilhantina mudou e foi vinda...
Vinda... Mudou, inda... O tempo tocou
Esta da antiga e beleza de menina
Que lia Shakespeare e chorou
Esta alva, doce e pura alma feminina.
Mudou-se e virou moderna, Shakespeare não!
Apenas face tocava-se de brilhantina,
Ficava mais linda, mas fora o coração
Fica-te de menina a inquilina...
Agora é bela, mais é douta e bondosa
Pois em um ser a mulher e a menina
Vive. Agora em união calorosa!
Existe. A donzela e a mulher formosa.
Luverlandio Avelino da Silva
28/12/2009
Toda expressão de uma idéia, é vinda das sensações que aspiramos tal qual, se tem estreitas interações com o meio que estamos vivenciando-as. As poesias, poemas ou sonetos são uma das formas de exprimir uma idéia, minhas poesias, não são por menos diferente e assim a prova fiel da maneira que escrevo, todas oriundas das relações recíprocas ou não que convivo. Resultando-se nesses pequenos efeitos estilísticos da nossa literatura.
24/12/2009
Nos braços d’anjos
Dançamos! por toda bela noite,
Eu - A chamar-te tantas vezes –
Perdiam os rostos, por ver-te,
Meus olhos alumiam-se de luzes.
Tuas luzes, outras dissipa se
Olhos meus. d’encantos perdidos
E assim faziam. Assim passa-se
Como de formas ia-se dissipados.
Vagas e fluidas – todas de findas!
Evocação, em uno só semblante,
Fundiam em tal zelo, adquiridas,
Que de anjo vis-à-vis semelhante.
Ficava vezes em timbre risonho
Outras iam indefinidas vaporosas
Não sabia se via ou se sonho!
Sonhava ou inspirava as rosas.
Mas a tinha em braços meus
Abraçava-a... Olhava-a... Em tais cuidados,
Que não conjura, jurava! Por teus,
Anjo de deus sana meus pecados.
Luverlandio Avelino da Silva
Eu - A chamar-te tantas vezes –
Perdiam os rostos, por ver-te,
Meus olhos alumiam-se de luzes.
Tuas luzes, outras dissipa se
Olhos meus. d’encantos perdidos
E assim faziam. Assim passa-se
Como de formas ia-se dissipados.
Vagas e fluidas – todas de findas!
Evocação, em uno só semblante,
Fundiam em tal zelo, adquiridas,
Que de anjo vis-à-vis semelhante.
Ficava vezes em timbre risonho
Outras iam indefinidas vaporosas
Não sabia se via ou se sonho!
Sonhava ou inspirava as rosas.
Mas a tinha em braços meus
Abraçava-a... Olhava-a... Em tais cuidados,
Que não conjura, jurava! Por teus,
Anjo de deus sana meus pecados.
Luverlandio Avelino da Silva
16/12/2009
Exclamação
Culpa tua! Dissimulada e leviana!
Dentro do peito dor amargurada
Velada! A toda fria madrugada
Male de toda angustia humana!
Escrever em pequenas prosas e sutis,
Poesias! Dure nela toda eternidade
Dure! Como doa a dor da castidade!
E fere – mais nunca perca a cicatriz...
E farei de mas bela escrita tristeza!
Que é de minh’alma vil e castigo?
Um amor viril e vão simpleza!
Que tolo é de ser, inda és contigo!
Dure! Mas fere inda minha sina!
E voe minha quimera para vê-la!
E lembre-a no céu orgulhosa estrela!
Mas utópica! Recorde em minha zina.
Luverlandio Avelino da Silva
Dentro do peito dor amargurada
Velada! A toda fria madrugada
Male de toda angustia humana!
Escrever em pequenas prosas e sutis,
Poesias! Dure nela toda eternidade
Dure! Como doa a dor da castidade!
E fere – mais nunca perca a cicatriz...
E farei de mas bela escrita tristeza!
Que é de minh’alma vil e castigo?
Um amor viril e vão simpleza!
Que tolo é de ser, inda és contigo!
Dure! Mas fere inda minha sina!
E voe minha quimera para vê-la!
E lembre-a no céu orgulhosa estrela!
Mas utópica! Recorde em minha zina.
Luverlandio Avelino da Silva
